Embalando um toca-discos para viagem

O toca-discos é um equipamento de áudio que tem partes bastante sensíveis e normalmente é muito difícil conseguir um usado com a caixa original do produto, que é a mais adequada para seu transporte. Desta forma quando alguém vende um toca-discos precisa improvisar a embalagem para enviar o equipamento ao comprador, o que pode causar danos caso isso seja feito de maneira inadequada.

A sugestão apresentada a seguir pode ser aplicada a aparelhos de diversas marcas e modelos. As fotos mostram um Pioneer PL-530 vendido usado (no estado) para restauração e enviado por transportadora de Recife-PE para Macaé-RJ. Como fui o comprador, atesto que o equipamento chegou ao destino sem nenhuma avaria além das que já possuía, em função da qualidade do processo de embalagem adotado pelo vendedor.


Uma boa embalagem deve proteger contra choques, evitando que partes pequenas possam se soltar durante o transporte e quebrar outras frágeis como o braço e a tampa acrílica. Os materiais podem ser reaproveitados/reciclados e nesta embalagem foram utilizados os seguintes:

  • Caixas e pedaços de papelão.
  • Plástico grosso de sacolas (ou bolha).
  • Pedaços de isopor.
  • Caixinha de acetato (caixa de bombom pequena).

 

O processo foi realizado nas seguintes etapas:

1. Inicialmente retirou-se a tampa e suas dobradiças. A tampa foi embalada em plástico grosso (ou bolha) sem as dobradiças.


2. O headshell foi retirado para desmontagem do conjunto cápsula/agulha/parafusos e acondicionado em separado numa caixinha de acetato. A agulha teve que ser protegida com isopor para evitar danos.

3. Foram retirados o prato, tapete de borracha, peso e adaptador de 45 rpm. Essas partes foram acondicionadas juntamente com a caixinha da cápsula em uma pequena embalagem intermediária que cabe no fundo da caixa onde será colocado o toca-discos. Aqui também são colocadas as dobradiças da tampa e a caixinha da cápsula/agulha. Foi utilizado um pedaço de isopor com aberturas cortadas com estilete para encaixar essas peças.


4. Todos foram protegidos com plástico e encaixados com firmeza de forma a não se soltarem no transporte. Aqui foi usado isopor e papelão para preencher os espaços da caixa.


5. A embalagem foi fechada, enumerando-se na parte externa os componentes embalados.


6. A base requer cuidados devido ao braço, alavancas e cabos. Os cabos de áudio e de força foram presos com fita adesiva abaixo da base. O braço foi travado e protegido para evitar que se soltasse no transporte.


7. Foi usado papelão, isopor e fita adesiva para proteger e prender as partes do braço e alavancas, evitando que fiquem sem apoio ou se soltem. O headshell veio no braço mas pode vir separado também.


8. A base foi embalada em plástico grosso (ou bolha).


9. A tampa foi colocada sobre a base na sua posição de uso, e ambos foram embalados em um mesmo plástico.


10. Na fase final do processo, separou-se a caixa que seria usada para transporte e algumas placas de isopor.


11. Colocou-se isopor no fundo da caixa e sobre ela foi colocada a embalagem intermediária contendo as partes menores. Os espaços laterais foram preenchidos com isopor.


12. A base (os cabos estão sob ela com calços de isopor) e a tampa foram colocados dentro da caixa. Os espaços laterais foram preenchidos com isopor.


13. Colocou-se uma placa de isopor para completar o espaço interno superior e a caixa foi lacrada com fita adesiva. Para aumentar a proteção pode ser usada outra caixa por fora da 1ª, recheada com flocos de isopor ou jornal amassado.

 


14. A transportadora contratada recomendou colocar avisos de “Frágil” e “Este lado para cima” na parte externa. Após colar etiquetas do remetente e do destinatário a caixa estava pronta para transporte.

O equipamento foi recebido intacto e o investimento preservado. Em outra postagem veremos a restauração desse toca-discos, que ficou assim:

comoficou

Até a próxima!


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