Arquivos Digitais Lossy e Lossless

Os arquivos digitais utilizados para gravação e reprodução musical em computadores, CD players, celulares e outros dispositivos são práticos pela portabilidade e facilidade de armazenamento. Estes arquivos têm origem, normalmente, na conversão de um sinal analógico, por níveis de tensão ou corrente elétrica, feita por dispositivos eletrônicos que geram uma representação digital (em bits) e que podem ser reproduzidos por equipamentos apropriados. A figura 1 representa a conversão de um sinal elétrico analógico (onda em vermelho) sendo analisado e convertido em um sinal digital.

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Na prática observa-se que alguns formatos de arquivos são mais indicados do que outros para registrar música. Por que?

Os arquivos digitais utilizados para áudio podem ser classificados, quanto ao tipo de compressão, em duas categorias: lossless e lossy. A compressão do tipo lossless (figura 1) faz com que cada bit de dados relativo ao sinal original seja mantido quando descomprimido, permitindo que toda a informação seja restaurada sem perdas.

lossless
Pertencem a esse grupo arquivos com as seguintes extensões:

  • WAV – .Waveform Audiofile.
  • AIFF – .Audio Interchange File Format.
  • APE – Monkey’s Audio Format.
  • M4A – .Mac AIFF
  • FLAC – Free Lossless Audio Codec.
  • LA – .Lossless Audio.
  • OFR – Optim Frog.
  • WV e WVC – WayPack.

Já a compressão do tipo lossy (figura 2) faz com que parte dos bits de dados relativos ao sinal original sejam permanentemente removidos, causando perda de informação.

lossy

São exemplos deste grupo arquivos com as seguintes extensões:

  • WMA – Windows Media Audio.
  • MP3 – MPEG 1 Layer III.
  • AC3 – Audio Coding 3.
  • OGG – Ogg Vorbis.
  • MPC – MusePack.
  • MP4 – MPEG-4 (Moving Picture Experts Group)
  • AAC – Advanced Audio Coding.
  • RA e RM – Real Player.

Para fundamentar o uso de arquivos lossy na gravação de música, considera-se que nem todos os sons existentes em um arquivo de áudio são completamente percebidos pelo ouvido humano. Sendo assim, as frequências mais altas e as mais baixas são retiradas, já que são consideradas as menos percebidas por nosso ouvido. Isso reduz o tamanho do arquivo, facilitando seu armazenamento, mas também causa uma perda de qualidade no sinal gravado em relação ao original.

Percebe-se então que os arquivos lossless seriam mais adequados que os lossy para se gravar música. A grande desvantagem nesse caso é o tamanho dos arquivos lossless, que são bem maiores que os lossy.

Embora os arquivos MP3 (lossy) tenham se popularizado pelo tamanho reduzido e portabilidade, os audiófilos mais exigentes têm buscado alternativas melhores para gravar música em arquivos digitais, e um dos formatos que vem sendo bastante difundido é o FLAC. Criado por Josh Coalson com o algoritmo Golomb-Rice, é um formato de compressão que aplicado ao arquivo original da gravadora, o master, consegue atingir até 50% de compressão, mas sem descartar nenhum bit, apresentando resultados muito melhores que outros formatos.

Devido à riqueza e complexidade do tema, retornaremos a ele em breve. Até a próxima!

(Por Alfredo Manhães)

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6 Comments on Arquivos Digitais Lossy e Lossless

  1. Esse assunto é muito bom e eu estava mesmo em busca de informações mais detalhadas. Quanto ao visual do site e a qualidade da informação é nota 10 em todos quesitos. Parabéns aos idealizadores, continuem sempre apostando em boa informação!
    Dirceu [RS]

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